quarta-feira, 25 de março de 2015

Mude de vida mudando o que você come

Será que fazer o que o senso comum manda leva a uma vida saudável? 

Com certeza um dos principais fatores par uma vida saudável é a dieta alimentar (forma de se alimentar e não de regimes para perda de peso). 

Outros fatores importantes são dormir bem, nível de stress controlado e atividade física regular. 

Boa dieta é aquela que dá níveis adequados de energia e nutrientes necessários para o organismo desempenhar bem suas funções, com consequente manutenção do peso em níveis adequados. 

Este tipo de dieta reduz a probabilidade de doenças no curto e longo prazo. 


A visão tradicional de dieta saudável, baseada na famosa pirâmide alimentar, nos diz que devemos concentrar nossa alimentação em carboidratos (pães, massas, grãos entre outros) com importante participação de proteínas e o mínimo de gordura. 

Ela também diz que devemos evitar a gordura saturada proveniente de animais pois esta provavelmente vai entupir as artérias, já que aumenta o colesterol LDL (conhecido como "ruim"). 

No caso de pessoas que querem perder peso, o senso comum e a maioria dos nutricionistas já tem a receita pronta: reduzir as porções e se exercitar mais! Eles acreditam na fórmula mágica do balanço energético (calories in - calories out): é só gastar mais calorias do que consumimos! 

Por que então tantas pessoas seguem estes conselhos por tanto tempo e não conseguem emagrecer no médio/longo prazo? 

Seguimos as diretrizes tradicionais,
 mas mais gente ficou obesa
Por que elas ficam a mercê do odiado efeito sanfona? Por que cresce a quantidade de pessoas com diabetes tipo 2 e doenças cardíacas/vasculares ainda são campeãs no ranking de causa de mortalidade? 

Algo parece estar errado. Ao longo de nossa trilha gostaríamos de desmistificar estes assuntos e mostrar que nem sempre o senso comum faz sentido. 

Veja nossa visão de dieta saudável baseada nos autores [1] que acreditam em algo alternativo ao tradicional - a alimentação à base de Comida de Verdade, com fundamentos vindo da teoria da evolução humana: 

- menor capacidade de geração rápida de glicose no sangue; 

mais natural possível (baixo uso de conservantes, estabilizantes e afins, assim como ausência de processos industriais químicos e físicos pesados); 

- nosso corpo esteja adaptado a processar de forma eficiente (eficiência aqui não tem o mesmo sentido de eficiência metabólica). 

Na prática, isso significa: 

reduzir drasticamente (se possível eliminar) a ingestão de carboidratos simples refinados vindos de alimentos com açúcar, glúten, grãos (mesmo os integrais) e farinha de trigo principalmente e óleos de grãos 

- cuidar para que sua as gorduras saturadas e mono insaturadas tenham papel importante como fonte de energia [2], evitando-se as trans e poliinsaturadas (com exceções); 

- que não é necessário aumentar a participação das proteínas em nossa matriz energética; 

- estabelecer, de acordo com seu objetivo de manutenção/perda de peso, alguns parâmetros para o consumo de outros tipos de carboidratos (na maioria dos casos isso significará restringir sua quantidade em relação ao atual) que vem de frutas, legumes, verduras e castanhas; 

Caprichar nas folhas verdes, azeite de oliva extra virgem, peixes e frutos do mar, carnes, órgãos animais e frango.

Veja este vídeo de 2 minutos que resume o que falamos neste post.

Referências bibliográficas: 

[1] TAUBES, Gary. Why we get fat and what to do about it. USA: [Editora], 2011. 
[2] MOORE, Jimmy. Cholesterol clarity. USA: , 2013. 

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